Em um novo ritmo.

A vida da gente passa por fases e considero isso parte  natural de um processo de amadurecimento, onde há revisão dos pensamentos, emoções e opções. Sou bailarina por vocação e há muito já constatei que a Dança – como expressão artística, independente de qualquer modalidade  – é a minha principal forma de comunicação quando a voz não é o suficiente para dizer o que se passa na alma.

No entanto, não tenho como negligenciar minha atração e intensa curiosidade sobre as outras linguagens artísticas e sinto necessidade de compartilhar-las publicamente.  Esse é o motivo da mudança de foco deste blog. O antigo “Casa da Brima” , hoje “Da dança e outras artes…”, ainda vai falar sobre dança (e dança do ventre), mas não  só disso. E para mudar de vez, nome  e layout novos.

Amadurecer também é um processo onde reorganizamos nossas prioridades. E, aos poucos, através dos textos deste despretensioso refúgio virtual, eu mostrarei algumas delas.

Estrelas pra você.

Voltando a dar aulas.

Na próxima quinta-feria, dia 5 de maio, volto a dar aulas de Dança do Ventre.

Afastei-me durante quase  2 anos da docência em dança. Por opção? Sempre é por opção, né… Meio difícil de admitir, mas quando paro pensar no que me levou a isso lembro que optei em me dedicar à carreira de pedagoga e à pós em Psicomotricidade porque eram duas áreas que sorriam para mim na ocasião.  E gosto de verdade de cada uma delas, foi muito bom ter dado este tempo. Outras questões como minha vinda para Porto Alegre e uma fase tempestuosa na minha vida pessoal no ano passado também fizeram com que eu me recolhesse.  Mas as tempestades passam,  e com o carinho da família e de amigos mais que amados, somado à uma boa dose de força de vontade, consegui reunir novamente forças pra voltar a fazer aquilo que gosto tanto, ensinar.

Voltar à sala de aula depois desse tempo ter um ar de estreia. Sou a mesma professora de sempre e ao mesmo tempo não sou.  É que hoje vejo um horizonte maior no trabalho com dança , que me permite tecer diversas compreensões sobre o ensino dessa arte e planejar diversos tipos de prática. Alguns conceitos para mim amadureceram e deram frutos. Um professor de dança é como um professor de música em sua tarefa de ajudar o aluno a tocar a música com seu próprio corpo. Mas em todo corpo está impressa uma história, e essa história é peça importante na progressão da dança no meu aprendiz. Esse aspecto exige de mim mais do que cuidado ao lidar com o corpo do outro, é preciso ter afeto antes de tudo. Acredito que é do afeto que surge o cuidado, o respeito e a tão urgente segurança.

Também tenho me preocupado quanto a formatação das aulas, na metodologia que vou aplicar, porque estou insatisfeita do que tenho visto por aí como produção de dança. Sei que a probabilidade de vir a ser professora de alguém que deseja o estrelato é menor do que a de ser professora de alguém que procura a dança como hobby, mas isso não diminui a preocupação com o resultado. Assim, construo minha metodologia buscando valorizar a capacidade criativa de minhas alunas (ou alunos, se vierem), ajudando-as a se expressarem de maneira verdadeira e não coladas na expressão da bailarina X ou Y, ou mesmo na minha.

Infelizmente, acompanhei e vivenciei aulas de dança onde o trabalho criativo quando não é escasso, é regulado pelo o que se afirma como “certo” ou “errado” dentro da DV. Observei também como é difícil encontrar aulas que proporcionem às alunas com maior tempo de estudo, quando a técnica já está mais bem resolvida,  a investigação da própria dança, que levaria à coleta de novas  informações e outras possibilidades de expressão (o que ajudaria a construir uma dança mais rica de elementos, mais interessante de ser vivida e vista). Arrisco em afirmar que hoje, de maneira geral, vivemos em DV uma “campanha” – consciente ou não – pelo copie-cole nas construções coreográficas. A dança das grandes bailarinas que deveria servir de inspiração  passou a ser bitolação. Talvez seja isso que explique a ocorrência de tantas danças “Franskstein”: amontoado de  fragmentos de passos e sequencias da dança de bailarinas renomadas, acrescidas de  pouca ou nenhuma expressividade ou entrega.  Talvez por isso vemos sempre mais do mesmo nos eventos e espetáculos de dança do ventre.

Referências em dança são apenas isso, referências, material de consulta, fonte de inspiração. O que deve prevalecer na dança é a sua assinatura, sua marca, não a bailarina que você estuda, assim eu acredito.

(Acabei descambando para outro assunto…. rs)

Mas voltando à falar sobre dar aulas, finalizo dizendo que me sinto feliz, retomando o caminho certo da vida. Sim, porque em meio as 500 mil crises que já tive com a DV, e que sempre me fizeram refletir sobre quem eu sou na dança, uma questão que nunca me preocupou era sobre a docência. Eu gosto de ser professora, tenho tesão por ensinar. Assim, espero ser parte de um conjunto em prol da melhoria da qualidade de vida de quem me procurar.

Valiosa oportunidade de aprender mais!

Queridos e queridas da dança. O mestre Ivaldo Bertazzo está correndo o país com seu novo espetáculo Corpo Vivo e, de quebra, está trazendo a oportunidade de podermos aprender um pouco mais de corpo e dança com seus workshops. As capitais que recebrão a troupe de Ivaldo são: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Salvador. Clica aqui e dá uma conferida nos detalhes da programação e como fazer a inscrição para os works.

É preciso expandir sempre nosso conhecimento! Beber mais de uma fonte!

Alguns vídeos muito interessantes para estimular seu espírito a encontrar este grande professor:

E fragmentos do espetáculo Samwaad. Ah, uma informação importante: os bailarinos que você vê são jovens da periferia de SP, que vivem em situação de risco e não possuem, necessariamente, estudo de dança. Aprecie o que são capazes de fazer a partir dos ensinamentos de Bertazzo.

Uau, né?

 

Casa reformada.

Ano passado cheguei a comentar aqui que o blog teria algumas mudanças. Na época, por algumas questões pessoais, acabei protelando essa mudança, mas de hoje não passou. O blog tá de cara nova, e como diria a sábia Palmirinha “Espero que vcs gostaram, minhazamiguinha”.

Admito que o nome “Shimmies, tremidos e variações” também não pegou. Era pra ser uma alusão a um dos mais batidos temas para workshop que existem dentro do meio da DV, mas não rolou. Comprido, nem eu chamava o blog de “Shimmies, tremidos e variações”, preferia usar o “casa” mesmo. Daí que agora é Casa da brima, seja no layout do cabeçalho, seja no endereço. Assim também não confunde mais.

Ainda estou testando algumas ferramentas do wordpress, então ao longo dos dias algumas pequenas mudanças vcs irão ver. Mas o principal já tá feito. O conteúdo não muda, mas se vcs quiserem dar sugestões de assuntos para serem abordados, sintam-se á vontade. Aliás, aqui é uma casa, e como toda casa, a intenção é a de acolher. Viu que tem até um narguillé do lado do sofá?

Agora vou acabar de “arrumar a casa”. Beijos e vamos nos falando.

 

 

Repaginada necessária e Soraia Zaied.

Bailarinos, bailarinas e  apreciadores dessa arte. Esse blog terá cara nova brevemente. O nome vai mudar. Mas vocês serão todos avisados e o endereço para chegar até aqui continuará o mesmo.

Aceito também sugestões de assuntos que gostariam de ver publicados aqui. Claro que o tema deverá girar em torno de dança. Para os demais assuntos, o blog é outro.

Enquanto isso, deixo vocês com a última da Soraia, neste final de semana, em São Paulo.

(Não se esqueça que aguardo vossa apreciação. :D)

Gente que pensa, escreve e FAZ!

Bailarinos e Bailarinas, estudantes de dança, professores, amadores e profissionais, educadores e afins. Tô divulgando um super evento que começa nessa sexta no MEME Santo de Casa aqui em Porto Alegre. Nomes super renomados da dança contemporânea brasileira, como Márcia Strazzacappa e Carla Morandi , em oficinas e debates que se propõem a discutir dança e educação. Minha praia de cabo a rabo. Eu já tô lá, bora vir comigo?

Porque nem só de derbake vive uma odalisca!