Sobre gatos e bailarinas…

Minha amiga Samy diz que toda bailarina gosta de gatos. Realmente, observo este fato constantemente em meu entorno e, por isso, concordo com ela. Grande parte das minhas amigas-bailarinas, sobretudo as que são odaliscas, adoram um bichano.

Por que será, né?

Olho um gato e reparo na sua elegância, no seu ar blasé, na sua autonomia, no seu andar inaudível e penso nas palavras de Rubem Alves que descreve nossa relação com os gatos de uma forma que eu gostaria de ter escrito. Diz ele que nós, seres humanos, somos criaturas insatisfeitas conosco mesmo, sempre desejosos de alguma coisa, sempre nos achando defeituosos nisso ou naquilo, querendo superar as nossas ‘humanidades’. Dessa forma criamos e recriamos (os outros – quando dá –  e a nós mesmos, sempre! rs…), através de  caminhos que nos levarão à virar cientistas, líderes de alguma coisa, assíduos frequentadores de divãs psicanalíticos e em alguns casos,  artistas. 🙂

O gato não. Ele próprio se basta. Ele não deseja ser mais do que aquilo, gato. Ele se curte e se deseja alguma coisa, essa coisa pode ser uma boa almofada quentinha ou uma boa perna (de pessoa ou de cadeira) para se massagear. E ainda ganha nossos afagos, nosso colo, nossas comidinhas e toda sorte de mimos que podemos lhe dar  (e nosso bolso permitir). E ainda tira um cochilinho a qualquer hora do dia, sem peso algum na consciência.

Ele pode estar gordo, velhinho, meio ceguinho, mas ainda é elegante e parece caminhar sobre plumas. Ele continua harmônico nas formas e tudo na sua aparência dialoga muito bem entre si… Como diz um ditado (cujo autor eu não me lembro), “um gato é uma escultura viva”.

Pretensiosamente digo que nós, bailarinas e bailarinos, vemos nos gatos aquilo que gostaríamos de  ver em nós. Bem, de certa forma até vemos – mas à custo de muito ‘sangue, suor e lágrimas’. Dos anseios de nossa humanidade plasmamos nos felinos nossos desejos acerca da beleza, da autosuficência, de ser quem verdadeiramente somos e estar acima do julgamento alheio, além de ter o direito pleno e irrevogável de sentir preguiça na hora que bem entendermos!

Me-au prô cêis.

PS: Esse post foi inspirado num texto do meu querido Rubem Alves em seu novo livro “Do Universo à jabuticaba”. É baratim e tem em qualquer livraria. Vai lá, dá uma folheada, você vai gostar. Recomendo!

Toque final no make.

Para minhas flores dançarinas e dançarinos também vou dar essa sugestão de make para suas apresentações.

Pò Iluminador da linha Secrets de ‘O Boticário”

Conheci hoje, na loja. Olha, não sou afeita a pó facial brilhante, mas esse é especial , cogito usá-lo! Ele tem uma cor douradinha, um pincel grandão e super macio (ou seja, espalha muito bem) mas é translúcido, não compromete a maquiagem e quando vc passa ficam micropartículas douradinhas na pele, dando aquele brilhinho quando você se mexe! Calma, tudo é muito sutil, certeza de que vc não vai correr o risco de sair vestida de embalagem Ferrero Rocher. Outra surpresa: ele tem um cheirinho super suave de baunilha, ah, achei um loooosho, minha chacrete ficou obcecada  por ele!!!!!!

Preço? Então… 66 conto. Mas é grandão, vai durar um monte e se vc usar só nas apresentações, mais ainda.

Já pensou, dourada, cintilante e com cheiro de baunilha. Arrasa, fofa!