Conhece o Carimbó?

Demorei, mas vim. Vamos começar a falar um pouco de dança folclórica brasileira (entre um em outro post sobre DV). Hoje vamos de Carimbó, uma dança típica do Norte do Brasil.

Se você já foi, ou pretende ir ao Pará, conhecer o Carimbó faz parte da viagem. Se trata de uma das principais expressões da alegria paraense, marca registrada da cultura local.

O Carimbó  aparece na forma de música e de dança. A melodia é rápida, cadenciada, regida por 2 principais instrumentos: as maracas e um atabaque de origem africana chamado kurimbó, uma curruptela da palavra carimbó. Ele é feito a partir de um tronco de árvore todo escavado por dentro, até ficar completamente oco. Amarra-se um couro bem esticado numa das “bocas” desse tronco e o som é produzido pela própria mão do tocador (alguma semlhança com o derback, amiga bellydancer?rs..). O ritmo do carimbó segue uma pulsação muito parecida com a da lambada e do zouk e, como é mais antigo, não seria estranho dizer que influenciou os mesmos.

Com raízes africanas e indígenas, as cantigas de carimbó foram dinfundidas a partir dos pescadores marajoaras e possuem como temas principais a saudade/beleza da mulher amada e  a terra onde nasceram.

Tradicionalmente, o carimbó é feito em roda, formada por homens e mulheres. Dança-se no improviso, seguindo algumas regras: no início da música o homem pode bater palmas cadenciadas, que acompanham o ritmo, para “convidar” a mulher. As mulheres se requebram, mexendo a saia que é bem rodada e girando bastante. Os pés dos dançarinos se mantém todos no chão, numa movimentação “arrastadinha”, um na frente do outro.  Durante a dança,  a mulher brinca tentando ‘bater’ a saia no parceiro, que sabendo disso, tenta se esquivar. Caso ela consiga, ele deverá fazer 1 dessas opções: sair da dança ou dançar de cócoras durante a parte instrumental da música.

Vamos ver? Dos poucos e bons vídeos que encontrei, apreciei a dança deste casal.  Se trata de uma apresentação em um dos barcos turísticos que navegam numa parte do rio Amazonas.

E aqui, a dança na sua forma tradicional, com algumas marcações (como tudo que se faz para palco). Desculpem a qualidade do vídeo, mas como disse no post anterior, registro bom dessas danças que mostrem como as mesmas devem ser, é um missão bem difícil.

Minha experiência de dançar o carimbó se resume numa palavra: diversão!

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