Associações de uma cabeça quase séria.

Sei que já faz um tempinho que ele existe, mas quero dividir isso com vcs… Quando vi o fan veil pela primeira vez, a única coisa que me passava pela cabeça era isso aqui:

Né?

(e vambora que 2011 já começou!)

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Leia o poema, assista ao vídeo.

E depois, coloque um dentro do outro…

“Somos donos de nossos atos,
mas não donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer atos,
mas não podemos prometer sentimentos…
Atos sao pássaros engailoados,
sentimentos são passaros em vôo.”

Existe salvação para o véu wings?

Vocês gostam de véu wings? Eu não sei se gosto ou desgosto. Estou mais pra não gosto. Na verdade, acho que ele vem sendo maltratado. O coitado é sacudido de um lado para o outro, como uma toalha de mesa cheia de farelo de pão…. Mas não é só isso. Uma das principais causas desse desgosto é porque esquecem que ele precisa acompanhar a música…  Grande parte das apresentações que vi, a bailarina mexia o véu numa velocidade ou muita rápida ou muito lenta em relação à melodia. Aí ele cansa, ah cansa. Basta 1 minuto vendo uma dançarina mexer os wings dessa forma pra eu começar a me mexer na cadeira, olhar p/ o lado e desejar que ela se livre daquele lamê o mais breve possível. É por isso que normalmente torço o nariz quando sou avisada de que haverá uma apresentação de véu wings. Posso até ser precipitada ao julgar uma dança que ainda não vi, mas a experiência desses dez anos de dança reforçaram esse ‘maltrato’ bem mais que de 1 dúzia de vezes.

Entretanto, existem duas situações onde eu aprovo o uso dele: em espetáculos de palco, por exemplo, a presença de vários wings  podem dar um resultado impactante, esteticamente bonito, suntuoso. Acho válido.

A outra situação não será ilustrada com um véu wings, propriamente dito, mas com o avô (?) deles. Uma dança conhecida como Danse Serpentine, criada pela atriz e bailarina Loie Fuller (1862-1928), usava uma roupa na qual a bailarina se colocava numa espécie de túnica com mangas extremamente longas, fartas e muito rodadas, com varinhas em cada ponta por onde  movimentava todo aquele tecido ao fazer os desenhos. Essas mangas,  ao se abrirem, davam o aspecto de asas,tudo muito parecido com o véu wings que usamos.

Loie Fuller

Digitando “Danse Serpentine” ou Loie Fuller no Youtube você acha videos dela dançando, mas eles não possuem som, são super antigos.

Bom, já ia quase me esquecendo do segundo caso onde valido o uso do véu wings e é o óbvio: quando a bailarina o manipula em total acordo com a melodia, criando um efeito mágico, como se o véu dançasse com ela e não a escondendo… Por isso citei a Danse Serpentine e é dela o exemplo dessa sintonia que trago para vocês. Que ela nos inspire!